quinta-feira, 10 de julho de 2014

A praça pichada dos Ex-Combatentes.

A matéria sobre os pontos turísticos históricos de SP não é caso isolado. São Gonçalo, cidade com mais de 1 milhão de habitantes também sofre com o descaso de alguns moradores que insistem em usar a tinta das latas não para criar arte e crítica com o grafite, mas sim para "incomodar".

Podemos citar como exemplo a Praça dos Ex-Combatentes. A Praça dos Ex-combatentes foi fundada em 1970 e exibe objetos utilizados na Segunda Guerra Mundial, como uma rampa de lançamento de bombas, uma bomba de profundidade, uma âncora de navio da Marinha, um canhão de artilharia, um tanque de guerra e um monumento às Forças Armadas. A praça é considerada um museu a céu acerto e encontra-se próxima a associação dos ex-combatentes de São Gonçalo.

Mesmo sendo um símbolo importante da história do Brasil, jovens de diversas idades insistem em depredar o patrimônio histórico, Textos como o Rogério Fernandes da Silva, A Praça dos Ex-Combatentes: memória e Esquecimento e do jornalista Assueres Barbosa, falando sobre o Museu dos Ex-Combatentes, parece que não auxiliaram na proteção do patrimônio gonçalense.


Fotos de Mica Vasconcelos.


O ataque aos patrimônios históricos e culturais não é novidade. A pouco tempo criou comoção nacional mais um ataque ao monumento à Drummond que teve as marcas do ataque apagadas por pessoas comuns, como eu e você, que a limpou. Para crítica de uns e gratidão de milhares.

A única coisa que vem a minha cabeça é o que esses jovens que pichadores tem na cabeça. Será que eles consideram a pichação arte? Devemos ter em mente que a pichação se distingue MUITO do grafite. De acordo com um artigo publicado pela fundação Joaquim Nabuco vemos a seguinte passagem: O grafite é considerado uma arte de rua, muitas vezes uma forma pacífica de protesto. Já a pichação é uma atitude de vandalismo e tratada como crime.


Para deixar bastante claro: A prática de pichar é condenada pelo artigo 65 da Lei dos Crimes Ambientais, número 9.605/98, e que estabelece punição de três meses a um ano de cadeia, além do pagamento de multa àquele que "pichar, grafitar ou, por outro meio, conspurcar edificação ou monumento urbano". No entanto, há uma grande dificuldade em punir quem pratica tal ato, principalmente pela falta de provas, já que as práticas são cometidas durante as madrugadas.


Entretando o rastro da pichação permanece. Incomoda pela impunidade. Incomoda quem gosta da história dos lugares e incomdoa aqueles que se dedicam a arte de rua, ao grafite e que muitas vezes é confundindo com pichador. Incomoda aqueles que tem seu patrimônio privado invadido por essa prática equivocada.


E vocês? O que acham de ter suas casas pichadas? A memória riscada? A história maculada? A praça dos Ex-Combatentes sempre suja?




Para ler a matéria do site Defender, clique aqui.


Para ler mais.

Pichação: Arte ou Vandalismo? Link.
Tafulhar: Praça dos Ex-Combatentes: Marcas de um passado heróico. Link.
Praça dos Ex-Combatentes - Mapa da Cultura. Link.
Museu dos Ex-Combatentes. Link.

Um comentário:

  1. É muito triste. A falta de conhecimento a respeito da cultura e dos patrimônios históricos tem como a consequência esse tipo de vandalismo.

    Testahy
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